lançamento livro a porka punk floripa

**Lançamento do livro “A Porka Punk”, ensaios desde um feminismo gordo, sapatão, anticapitalista e antiespecista por Missogina (Chile)**

+Exposição “Pliegues Terrorista”, fotografias por Fluidez Viva ( http://fluidezfotografia.tumblr.com/ )
+Performance de Noam Mazisc
+Feira de Zines
+Rango Vegano

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Sobre o livro “A Porka Punk”: Escrever com gordura. Fazer da letra uma explosão de raiva, afeto e dor, dessas experiências tecidas entre os corpos, que, para uma gorda sapatão anarkista feminista se arquiteta como um corredor, ou às vezes túnel, às vezes labirinto, às vezes campo minado, às vezes cenário, às vezes arruaça ingovernável do desejo.
Escrever a partir da gordura é habitar a estreiteza normativa de uma lei que aterroriza nossos corpos e administra desejabilidades e invisibilidades. Uma história pessoal escrita nas estrias de um regime de poder articulado pelas calorias, que se torna um registro comunitário de práticas coletivizadas, um repertório de fragmentos e afetos dessa produção de saberes abjetos sobre nossas corporalidades. Uma história que finca os dentes em seu índice sudaca, fazendo da gordura geopolítica a fome por criar e saber com/em outres.
Esses ensaios desde um feminismo gordo, antikapitalista e antiespecista são uma encenação do corpo, de maneira que cada articulação de sentido se torna aquela célebre e polissêmica fita crepe que faz as marcações do cenário somático como campo de batalha. Mas aqui não se fala de qualquer corpo, é um corpo gordo, sapatão, anarqusita, feminsita, antiespecista, praticante de BDSM, sudaca, posporno, glam trash, que imprime em si toda uma singularidade que descarna cada texto. Politizar a ferida, visibilizar a cicatriz, narrar a dor e transformá-la em prazer, deslocar os limites, são algumas das táticas escriturais e experenciais a que clamam essas palavras de peso.

Sobre a autora: Constanza A. Castillo (1991) Quilpué-Valparaíso, Chile. Ativista sapatão anarko-feminista. Performer, escritora e oficineira, proletária da feminilidade, militando a partir do monstruoso, das dissidências corporais, desenvolvendo temas como a politização da gordura e da corpa, a heterossexualidade como regime político, luta antipatriarcal e antiespecista, pós-porno, alianças com pessoas trans e travestis, hiperfeminilidade, bondage/shibari/kinbaku e novas explorações com a dor, entre outros.

mais informações: http://missogina.perrogordo.cl/

florianapolis